As pessoas se vão por que já cumpriram a tarefa de contribuir de algum modo para o desenvolvimento da sua alma, não persiga quem se afasta de você. Abandone o apego...
1º de Julho
Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E é nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei pra ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa,meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Ninguém sabia, ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
Baby, baby, baby, baby
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá prá ti e prá mim
Vamos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração...
Tienen miedo del amor y no saber amar Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz Tienen miedo de pedir y miedo de callar Miedo que da miedo del miedo que da
Tienen miedo de subir y miedo de bajar Tienen miedo de la noche y miedo del azul Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo es una sombra que el temor no esquiva El miedo es una trampa que atrapó al amor El miedo es la palanca que apagó la vida El miedo es una grieta que agrandó el dolor
Tenho medo de gente e de solidão Tenho medo da vida e medo de morrer Tenho medo de ficar e medo de escapulir Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar Tenho medo de esperar e medo de partir Tenho medo de correr e medo de cair Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo O medo é uma casa aonde ninguém vai O medo é como um laço que se aperta em nós O medo é uma força que não me deixa andar
Tienen miedo de reir y miedo de llorar Tienen miedo de encontrarse y miedo de no ser Tienen miedo de decir y miedo de escuchar Miedo que da miedo del miedo que da
Tenho medo de parar e medo de avançar Tenho medo de amarrar e medo de quebrar Tenho medo de exigir e medo de deixar Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma sombra que o temor não desvia O medo é uma armadilha que pegou o amor O medo é uma chave, que apagou a vida O medo é uma brecha que fez crescer a dor
El miedo es una raya que separa el mundo El miedo es una casa donde nadie va El miedo es como un lazo que se apierta en nudo El miedo es una fuerza que me impide andar
Medo de olhar no fundo Medo de dobrar a esquina Medo de ficar no escuro De passar em branco, de cruzar a linha Medo de se achar sozinho De perder a rédea, a pose e o prumo Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo
Medo estampado na cara ou escondido no porão O medo circulando nas veias Ou em rota de colisão O medo é do Deus ou do demo É ordem ou é confusão O medo é medonho, o medo domina O medo é a medida da indecisão
Medo de fechar a cara Medo de encarar Medo de calar a boca Medo de escutar Medo de passar a perna Medo de cair Medo de fazer de conta Medo de dormir Medo de se arrepender Medo de deixar por fazer Medo de se amargurar pelo que não se fez Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H Medo de morrer na praia depois de beber o mar Medo... que dá medo do medo que dá Medo... que dá medo do medo que dá
Composição: Fagner / sobre poema de Cecília Meireles
Quando penso em você Fecho os olhos de saudade Tenho tido muita coisa Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos Em versos tristes que invento Nem aquilo a que me entrego Já me dá contentamento
Pode ser até manhã Sendo claro, feito o dia Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato Um gosto de framboesa Pra correr entre os canteiros E esconder minha tristeza E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ... E deixemos de coisa, cuidemos da vida Senão chega a morte Ou coisa parecida E nos arrasta moço Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o sol É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol São as águas de março fechando o verão É promessa de vida em nosso coração.
PS. Homenagem ao show do Fagner, dia 15/08 no HSBC - São Paulo.
Pra quê? Te espero de braços abertos Se você caminha pra nunca chegar Então vou no fundo Ameaço ir embora Você diz que prefere quem sabe ficar
Eu queria tanto mudar sua vida Mas você não sabe se vai ou se fica Eu tenho coragem Já tô de saída Você diz que é pouco e pouco pra mim não é bobagem
E subo bem alto Pra gritar que é amor Eu vou de escada Pra elevar a dor
Então me lanço, me atiro em frente ao seu carro E aí você decide se é guerra ou perdão Se na vida eu apanho Outras vezes eu bato Mas trago a minha blusa aberta e uma rosa em botão
E subo bem alto Pra gritar que é amor Eu vou de escada Pra elevar a dor
O tempo do passado tá em outro tempo Lembrando de nós dois Um instante que não pára Viver é um livro de esquecimento Eu só quero lembrar de você até perder a memória
E subo bem alto Pra gritar que é amor Eu vou de escada Pra elevar a dor
E subo bem alto Pra gritar que é amor... ah ah ah...yeah!
O Labirinto do Fauno (Laberinto del Fauno, El, 2006)
» Direção: Guillermo del Toro
» Roteiro: Guillermo del Toro
» Gênero: Drama/Fantasia/Terror
» Origem: Espanha/Estados Unidos/México
» Duração: 112 minutos
» Tipo: Longa
» Sinopse: Espanha, 1944. Oficialmente, a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia, de dez anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen. Lá, as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes, jovem cozinheira da casa que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto e todo um mundo de fantasias se abre, trazendo consequências para todos à sua volta. Participou da competição do Festival de Cannes de 2006.
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos produz felicidade?”
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde”. “Não”, retrucou ela, “tenho tanta coisa de manhã…” “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: “Tenho aula de meditação!”
Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.
A palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas…
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald’s…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”
Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros.
A campanha SOSTIBET informa: Todo ano, na data do aniversario de Sua Santidade o Dalai Lama, no dia 6 de julho, comemora-se o Dia Internacional do Tibete. Esta data é uma oportunidade imperdível para prestar homenagem à cultura tibetana, uma cultura muito rica e bonita, mas perseguida e ameaçada de extinção.
Também é uma imperdível oportunidade para oferecer apoio ao povo tibetano, que está tendo os seus mais básicos direitos constantemente violados. Para o povo tibetano não existe nenhum tipo de liberdade. Não há liberdade de religião, nem liberdade de ter a própria cultura, nem liberdade política.
Nós celebraremos o dia mundial do Tibete até que o Tibete tenha novamente o direito de ser um país livre e independente. Para que isso possa realizar-se o Tibete precisa da nossa ajuda. Uma opinião publica melhor informada e mais atuante pode pressionar o governo da China a iniciar um diálogo com o Dalai Lama, sem as condições previas que atualmente está impondo.
Isto pode ser obtido, só depende de uma maior conscientização internacional e do uso consciente de nossa cidadania. Podemos e devemos pedir, reiteradamente, para a China, que cumpra o que se comprometeu quando assinou os tratados da ONU sobre Direitos Humanos. Divulgar o evento do Dia Internacional do Tibete, informar sobre o seu significado e comemorar pacificamente este dia é um jeito de estar pedindo isso.
Em julho do ano passado, 51 cidades de 10 países participaram das celebrações deste dia e, decorrente desta data, originou-se um movimento mundial em prol da Liberdade de Culto no Tibete e da Liberdade Universal de Religião: o Interfaith Call. Como foi mostrado nos filmes "Kundun" e "Sete anos no Tibet", a sobrevivência do povo tibetano está inexoravelmente ameaçada, tal como sua religião e sua cultura.
Desde que o Tibete foi invadido pela China, em 1950, 1 milhão e duzentos mil pessoas foram mortas e mais de seis mil mosteiros foram destruídos. Em 1959 o Dalai Lama teve que fugir e passar a viver em exílio, tentando preservar a cultura e a religião de seu povo e procurando estabelecer um dialogo pacifico com o governo da China.
Mas a cultura e o povo tibetano ainda estão enfrentando a ameaça de extinção em sua própria pátria, e só a nossa ajuda pode frear esta forma de genocídio.
Tomem iniciativas, participem, façam a diferença. Nós podemos. Os que estão dentro do Tibete não podem.
Minha garganta estranha quando não te vejo
Me vem um desejo doido de gritar
Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar
Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar
Venho madrugada perturbar teu sono
Como um cão sem dono me ponho a ladrar
Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar
Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar
Sei que não sou santa, as vezes vou na cara dura
As vezes ajo com candura pra te conquistar
Mas não sou beata, me criei na rua
E não mudo minha postura só pra te agradar
Mas não sou beata, me criei na rua
E não mudo minha postura só pra te agradar
Vim parar nessa cidade, por força da circunstância
Sou assim desde criança, me criei meio sem lar
Aprendi a me virar sozinha,
e se eu tô te dando linha é pra depois te abandonar
Aprendi a me virar sozinha
e se eu tô te dando linha é pra depois te abandonar
Ah... se o mundo inteiro me pudesse ouvir, Tenho muito pra contar, Dizer que aprendi Que na vida agente tem que aprender, Que um nasce pra sofrer Enquanto o outro ri.
Mas, quem sofre sempre tem que procurar, Pelo menos vir achar Sua razão para viver. Ver na vida algum motivo pra sonhar, Ter um sonho todo azul, Azul da cor do mar... (Tim Maia)
By the sea por Mark King
Henrique de Souza Filho (1944-1988), o cartunista Henfil, tornou-se uma das principais vozes de oposição à ditadura militar. Em 4 de janeiro de 2008 completam-se 20 anos da morte deste artista mineiro.
Deixa, se fosse sempre assim Quente, deita aqui perto de mim Tem dias, que tudo está em paz E agora os dias são iguais..
Se fosse só sentir saudade Mas tem sempre algo mais Seja como for É uma dor que dói no peito Pode rir agora Que estou sozinho Mas não venha me roubar...
Vamos brincar perto da usina Deixa prá lá A Angra é dos Reis Por que se explicar Se não existe perigo...
Senti teu coração perfeito Batendo à toa e isso dói Seja como for É uma dor que dói no peito Pode rir agora Que estou sozinho Mas não venha me rouba Uh! Uh! Uh! Uh!...
Vai ver que não é nada disso Vai ver que já não sei quem sou Vai ver que nunca fui o mesmo A culpa é toda sua e nunca foi...
Mesmo se as estrelas Começassem a cair A luz queimasse tudo ao redor E fosse o fim chegando cedo Você visse o nosso corpo Em chamas! Deixa, prá lá...
Quando as estrelas Começarem a cair Me diz, me diz Pr'onde é Que a gente vai fugir?